Tipos, causas e sintomas de rinite

Atualizado: 27/07/2017

Hoje veremos quantos tipos de rinite existem, quais são as suas causas e sintomas, além das formas de tratamento. Mas antes, vejamos de que se trata esta doença respiratória tão frequente.

A rinite é um distúrbio que afeta a mucosa nasal e é caracterizada pelo aumento da secreção nasal (com gotejamento constante), congestão, coceira, lacrimejamento, espirros frequentes e até mesmo a perda do sentido do olfato, como veremos com detalhes mais adiante.

Dependendo da sua duração, pode ser dividida em rinite aguda (de curto prazo) ou crônica (de longo prazo). Além disso, dependendo da sua origem, pode ser classificada em alérgica ou não alérgica.

A rinite é um motivo muito comum para consulta médica. Até 20% da população sofre de algum tipo de alergia e, neste contexto, a rinite é o transtorno mais comum.

8 em cada 10 pessoas apresentam a doença antes dos seus 20 anos de idade. Por outro lado, viver nas cidades é um fator que favorece o seu desenvolvimento, enquanto que os ambientes rurais apresentam um menor número de casos.

sintomas de rinite

A rinite em si mesma não é uma condição séria, mas em casos crônicos podem afetar a qualidade de vida da pessoa e derivar em outros problemas respiratórios mais graves.

As causas e os tipos de rinite

1- Rinite alérgica

Este tipo da doença pode ser temporário, uma vez que se deve a uma reação imunitária do organismo à presença de certas substâncias conhecidas como alérgenos.

Neste caso, a ocorrência de rinite alérgica sazonal, coincide com o tempo de floração de certas espécies de plantas, cujo polem é a causa direta da alergia.

No entanto, a alergia também pode causar rinite crônica quando as causas forem outros elementos, tais como os ácaros, certas substâncias presentes no ambiente de trabalho (alergia ocupacional), a poeira ou os pelos de animais domésticos.

De acordo com alguns estudos, também pode ter um fator genético, no qual a pessoa já nasce predisposta a desenvolver a doença.

Ou seja, o histórico familiar de rinite alérgica pode ser um fator de risco da doença.

2- Rinite não alérgica

Este outro tipo do transtorno pode ser dividido em rinite hormonal, atrófica ou vasomotora.

– Hormonal

É o resultado de alterações nos níveis de certos hormônios.

Por esse motivo, é muito comum durante a gravidez (rinite gravídica ou gestacional), uma vez que nesse período se produz um aumento dos níveis de estrogênio.

Isto provoca o aumento da secreção das glândulas nasais e uma maior viscosidade da mesma.

Outras condições que podem ser associadas com este tipo de rinite são a diabetes e o hipotiroidismo.

– Atrófica

É um tipo crônico da doença que acontece como resultado da atrofia da mucosa nasal, mas é de origem desconhecida.

Este distúrbio provoca a formação de crostas dentro do nariz.

Além demais, o paciente perde o sentido do olfato e pode ter hemorragias nasais frequentes.

– Vasomotora

Também é de natureza crônica. Se caracteriza pela dilatação dos vasos sanguíneos na membrana mucosa do nariz, causando coriza acompanhada por espirros.

É uma condição intermitente, sendo que, algumas condições como as mudanças de temperatura, a fumaça do cigarro, os odores fortes, a umidade ou inclusive os ambientes muito secos, costumam dão origem à mesma.

Conheça os mais frequentes sintomas de rinite

Na realidade, não é muito fácil distinguir entre rinite alérgica ou não alérgica só pelos seus sintomas, pois costumam ser muito parecidos.

O sinal mais comum da rinite é a obstrução nasal. Ou seja, a ocupação das narinas por muco, que na maioria dos casos costuma ser líquido, muitas vezes requerendo a sua secagem continua.

Isso provoca a irritação das asas nasais, que ficam com aparência avermelhada e sensação de ardência.

Em muitos casos também se apresenta coceira nos olhos e vermelhidão da conjuntiva, espirros e tosse irritante.

Nos casos mais sérios, pode haver uma sensação de dificuldade respiratória, especialmente ao deitar-se.

É importante não confundir estes sintomas com os da gripe ou outras doenças das vias aéreas superiores.

A formação de crostas na mucosa nasal somente se apresenta na rinite crônica atrófica, acompanhada por um odor desagradável.

Os pacientes de rinite alérgica são conhecidos pela chamada “saudação alérgica”, que nada mais é do que esfregar-se de forma constante a ponta do nariz, enrugando as asas nasais.

É importante salientar que, quando esta condição se mantém durante muito tempo, inclusive durante a noite, pode interferir na capacidade de conciliar o sono e inclusive gerar outros sintomas, como dor de cabeça, irritação, dificuldades de concentração, estresse e perda do apetite, entre outros.

Um levantamento feito em 2008, em oito países da América Latina, constatou que aproximadamente 59% dos adultos possuem sintomas da rinite.

A rinite altera funções básicas como respirar e mastigar

A obstrução nasal, o principal sintoma da rinite, pode levar a pessoa a respirar de forma errada.

Além disso, pode influenciar na mastigação com movimentos incorretos e em dificuldades para engolir a comida.

Na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), uma pesquisa analisou 170 pessoas, com idade entre 6 e 55 anos, sendo que metade delas tinha o problema.

Segundo o estudo, as pessoas com a doença apresentaram alterações na forma de respirar, mastigar e engolir – problemas funcionais – e alterações na oclusão dentária – problema estrutural relativo à posição dos dentes.

– As dificuldades para respirar

A respiração correta deve dar-se pelo nariz, entretanto, nos pacientes com rinite que participaram da pesquisa, a respiração pela boca foi a forma mais frequente em todas as idades.

Embora haja uma tendência natural de melhora na maneira de respirar à medida que a pessoa vai envelhecendo, isso não foi observado em quem tinha a doença.

Assim, enquanto quase 83% das crianças com rinite respiravam pela boca, 97% dos adolescentes apresentaram esse tipo de respiração, atingindo 100% dos adultos.

Ou seja, no geral houve uma piora na forma de respirar.

– Pioras na mastigação e deglutição

As principais constatações relativas à mastigação foram as que dizem respeito aos movimentos mandibulares e aos padrões mastigatórios.

Mastigar de boca aberta ou amassar os alimentos ao invés de triturá-los foram mudanças observadas em pacientes com rinite.

Engasgos, língua para fora dos dentes e movimentação da cabeça para ajudar a engolir foram as principais alterações encontradas na função de deglutição.

Em torno de 80% dos participantes com a doença apresentaram essa função alterada.

Como é realizado o tratamento da rinite

Dependendo do tipo de rinite (alérgica, hormonal, atrófica ou vasomotora), existem várias alternativas para combater o desconforto que a mesma produz.

O médico deverá determinar de que tipo se trata antes de indicar um tratamento adequado.

– Medicamentos

Assim, quando o paciente tem uma infecção respiratória, por exemplo, primeiro devem ser identificados os microrganismos envolvidos mandando examinar uma amostra da secreção nasal ou da mucosa nasal extraída por biópsia.

Na rinite alérgica, deve ser evitado tanto quanto possível o contato com os alérgenos, desde que tenham sido previamente identificados.

Quando não for possível evitar completamente estas substâncias, o médico pode prescrever anti-histamínicos e corticosteroides para aliviar os sintomas.

Os descongestionantes podem proporcionar alívio pontual, mas não podem ser usados mais do que três ou quatro dias seguidos.

Em casos específicos, a administração de inaladores com corticosteroides pode melhorar os sintomas, mas o seu uso também não pode ser prolongado.

Além demais, às vezes geram crostas ou pequenas hemorragias nasais e em crianças geralmente não se usam, porque existem controvérsias com relação à sua eficácia.

– Soluções salinas

Lavar as narinas com uma solução hipertônica de água de mar é recomendado para desentupir o nariz.

se o nariz estiver sempre escorrendo, se recomenda mais usar uma solução isotônica.

Não tem qualquer efeito colateral sobre a saúde do paciente, de modo que até as mulheres grávidas podem usá-la.

Além demais, não interferem com a ação de quaisquer medicamentos que por ventura o paciente possa estar tomando.

Pelo contrário, podem ajudar a  melhorar a eficácia dos fármacos, porque facilitam a excreção do muco e eliminam alérgenos e irritantes da mucosa nasal.

– Umidificador

Aumentar a umidade ambiente com o uso de um umidificador também pode ser útil.

– Antioxidantes

Por último, vale ressaltar que o uso de antioxidantes ajuda a minimizar o desconforto provocado pela doença.

Bom, isto foi tudo por hoje. Esperamos que tenha gostado destas informações sobre as causas, os tipos e os sintomas da rinite, além dos seus possíveis tratamentos.

Muito obrigado pela sua visita e, se desejar, deixe-nos seus comentários ao final da página.

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