Os Riscos dos Agrotóxicos nos Alimentos

Hoje veremos quais são os perigos ou riscos dos defensivos agrícolas ou agrotóxicos nos alimentos, mas antes vejamos que são e por que continuam sendo utilizados no meio agrícola.

Também conhecidos como agroquímicos, trata-se de produtos que são adicionados às culturas para aumentar a proteção das plantas contra pragas e doenças que as danificam (insectos, ervas daninhas, fungos, parasitas, bactérias, etc.), antes, durante ou após a colheita.

Os pesticidas, herbicidas, inseticidas e fungicidas utilizados aumentam a produção global de alimentos ao protegê-los contra pragas e doenças.

Estes produtos melhoram a aparência dos vegetais, ajudam a prolongar sua vida útil e protegem os consumidores de alguns perigos (como a contaminação por fungos), mas, será que são seguros para nós consumidores…?

Os agrotóxicos nos alimentos são seguros para o consumidor?

No Brasil os defensivos agrícolas estão regulamentados por leis específicas, tanto no referente à sua produção e uso, quanto à sua venda.

Os produtos agroquímicos só podem ser vendidos sob a prescrição e controle de um engenheiro agrônomo.

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Por outro lado, a maioria dos defensivos agrícolas atualmente aprovados são biodegradáveis, ou seja, se degradam no ambiente com o passar do tempo. Quer dizer que, se corretamente utilizados, não causam riscos.

No entanto, ainda tem muitos produtores que não seguem as regras e usam os defensivos agrícolas de maneira errada. Isto acontece tanto por negligência quanto por total desconhecimento das leis relacionadas à agricultura, se colocando em risco de enfrentar severos processos judiciais por danos ao meio ambiente e à saúde dos consumidores.

Com isto nos referimos à utilização de produtos que não têm controle oficial (proibidos) e também à aplicação tardia demais ou acima do permitido por lei.

Defensivos agrícolas

Intoxicação por agrotóxicos

Pequenas quantidades de agroquímicos ou seus produtos de degradação permanecem e se acumulam nos alimentos recolhidos ou armazenados, de modo que, quando ingeridos por seres humanos em determinadas quantidades, afetam negativamente a saúde.

Existem vários tipos de efeitos tóxicos provocados por este tipo de produto, dependendo da própria toxicidade de cada químico e da exposição (dose ingerida e o tempo de exposição):

– Intoxicação aguda

Exposição a altas doses de agrotóxico num momento pontual, o que acontece normalmente por acidente com pessoas que manipulam os produtos.

As consequências são graves, podendo causar problemas digestivos, respiratórios, dermatológicos e distúrbios do sistema nervoso.

– Intoxicação crônica

  • Para os profissionais: a exposição contínua a altas doses de químicos por pessoas que fabricam ou aplicam os defensivos agrícolas nas lavouras pode ter efeitos cancerígenos, mutagênicos, neurotóxicos e imunossupressores, além da possibilidade de ter consequências negativas na reprodução.
  • Para os consumidores: a exposição de forma prolongada a pequenas doses pode gerar efeitos locais (irritação da pele e mucosas) e/ou sistêmicos (desordens hormonais, alterações do sistema nervoso, etc.).

Muitas vezes, os agricultores usam vários pesticidas para a mesma cultura e as combinações podem ter uma toxicidade diferente do que seria esperado a partir da soma dos pesticidas por separado, mas ainda faltam pesquisas neste sentido.

Além disso, devemos considerar que as crianças são muito mais suscetíveis, porque elas têm um menor peso corporal e os seus corpos estão em desenvolvimento. Deste modo, uma mesma dose de pesticida normalmente tem um grau de toxicidade muito maior em uma criança do que em um adulto.

Agrotóxicos nos alimentos

Os alimentos com mais agrotóxicos

Os resíduos de agroquímicos se encontram principalmente nas frutas e verduras.

Entre estes grupos, existe uma diversidade que são mais sensíveis à presença destes produtos: morangos, uvas, pêssegos, nectarinas, alface, tomate, berinjela, espinafre e acelga são alguns bons exemplos.

Claro que não podemos esquecer dos cereais, que normalmente ficam com restos de defensivos agrícolas. No entanto, o processo de secagem e torrefação reduz significativamente o seu teor nos grãos que chegam ao consumidor final.

Além disso, devemos mencionar que os defensivos agrícolas estão presentes na água e na forragem que bebem e comem os animais, por isso muitas vezes são encontrados em produtos como a carne, leite e ovos.

Dicas para limitar o consumo de tantos agrotóxicos

Como os defensivos agrícolas se acumulam principalmente no lado externo das frutas e verduras, se recomenda que sejam seguidos uma série de conselhos que poderiam ajudar a eliminar entre 30-70% dos mesmos.

– Verduras e legumes

  • Descarte as folhas externas.
  • Lave bem os legumes antes de cozinhá-los.
  • Conselho para as crianças, mulheres grávidas ou lactantes: descarte o caldo de cozimento dos legumes, porque nele podem ficar dissolvidos os resíduos de pesticidas.
  • Lave bem os vegetais esfregando ou escovando-os com água quente e detergente por pelo menos um minuto antes de comê-los crus.

– Frutas

  • Lave as frutas antes de cozinhá-las.
  • Lave as frutas esfregando ou escovando-as com água quente e detergente por pelo menos um minuto antes de comê-las cruas.
  • Descasque as frutas se desejar. Isto ajuda a reduzir os resíduos de pesticidas, mas considere que por outro lado reduz a quantidade de fibras e nutrientes.

Riscos dos agrotóxicos nos alimentos

Os alimentos sem agrotóxicos

Na busca de uma vida mais saudável, nos últimos anos os alimentos orgânicos têm se transformado numa nova tendência no Brasil e no mundo.

Como a mão de obra para a produção destes alimentos naturais é bastante cara, seu preço é um pouco superior ao dos tradicionais, no entanto, considerando todos os benefícios que oferecem, a diferença vale muito a pena.

Veja mais informações sobre estes alimentos saudáveis clicando aqui.

Foi tudo por hoje. Esperamos que tenha achado úteis estas informações sobre os riscos dos defensivos agrícolas, agroquímicos ou agrotóxicos nos alimentos que consumimos.

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